Qual mensagem a teoria da evolução, a natureza selvagem e a música instrumental podem, juntas, nos passar? A resposta está no EP de estreia do produtor musical e multi instrumentista Doug Felício (Black Mantra, Black Brasa, Gigante Mamuthe), “Ilha das Cobras”.

O álbum, com 5 músicas, chega às principais plataformas nesta sexta, dia 23 de abril, na sequência do sucesso do primeiro single, “Funk Ilhoa”, que chamou a atenção da mídia internacional especializada.

O álbum nasceu a partir do olhar de Doug para o sousafone, instrumento que começou a estudar e pesquisar há mais de cinco anos, e que é especialmente conectado às fanfarras de rua, às orquestras sinfônicas e às brass bands.

“Quando comecei a mergulhar na história do instrumento, surgiram diversos questionamentos. Por que esse instrumento incrível aparece tão pouco nos cenários em que estou inserido com o trombone, como os palcos? O que mudou com o passar dos anos desde a criação desse instrumento até os dias atuais?”, aponta Doug.

“Em minhas pesquisas, me vi fascinado pelo instrumento, que é uma evolução da tuba – por sua vez uma evolução do Oficleide. Apesar da evolução, o campo de atuação desse instrumento teve pouca transformação ao longo de mais de um século”. Doug enxergou um paralelo importante com a teoria de Seleção Natural de Charles Darwin, e aprofundando mais em sua pesquisa, encontrou a história da jararaca-ilhoa e de seu habitat. É aqui que a natureza se conecta.

O animal, que deu nome ao single de estreia do EP (“Funk Ilhoa”), é encontrado na “Ilha das Cobras” – chamada na verdade Ilha da Queimada Grande, localizada em Itanhaém, no litoral paulista. A jararaca-ilhoa se adaptou ao longo dos séculos para sobreviver, sofreu e continua sofrendo graves ameaças de extinção, e seu histórico se conecta à trajetória da música de inúmeras formas, em que a adaptação é fenômeno essencial para o desenvolvimento e sobrevivência.

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